Trote

17 07 2011

Olá você que está esperando esse post a 6 meses já tomou trote (ou não).

Após esse longo hiato, meu estudo não estando presente entre os fatores causadores desse mesmo (minhas notas comprovam isso, mas não vem ao caso), voltei pra empestear essa coisa linda que se chama internerd.

Felizes estudantes se integrando ao corpo discente da UNB

Enfim, venho falar sobre uma coisa que me assombrou entre as fases “CARALHO MANO, PASSEI NO COLUNI, PQP, QUE CAGADA“, “PQP, tô fudido, agora que passei nessa merda tenho que estudar pra caralho” e a fase “porra mano, agora que cheguei aqui que lembrei que tem trote, fudeu“, o famigerado TROTE.

Pra você, alienado que vive debaixo de uma rocha à base de sucrilhos com leite vida infinita, trote é uma espécie de ritual de admissão (ilegal, aliás) realizado por alunos mais velhos (os “veteranos”), loucos para descontar seu ano de frustração escolar e o trote do ano passado, nos alunos novatos (“embriões”, no caso do Coluni e “calouros, em caso de universidade) que chegam achando tudo muito foda e lindo, concepção destruída após o contato com a primeira gota de violeta e o primeiro fio de cabelo decepado pelas tesouras levemente cegas e tortas dos veteranos.

Então no meu primeiro dia de “aula” (visto que não houve aula, foi somente uma apresentação), cheguei de carona com meu pai até a porta do colégio, pulei do carro, recebi uma expressão de “boa sorte” do meu pai, e entrei pro Coluni enquanto meu pai ia para a reunião com os professores que aconteceria mais tarde. Chegando lá dentro, o diretor apresentou os outros professores e houve uma excêntrica apresentação de dança com a professora de artes.

Aliás, fato engraçado: eu estava tão aflito com esse maldito trote que perdi a “Tia” Rita dançando! Eu, presente lá no momento, não conseguia prestar atenção em nada que ocorria no anfiteatro, preocupado com o trote que se estendia diante de mim (e com razão). Não conheci os professores nem vi Tia Rita dançando. Merda.

Então, finalizados os ritos de boas vindas aos futuros torturados pelo sistema de ensino governamental mais bruto do país (MELHOR DE MINAS E MELHOR PÚBLICA DO BRASIL, diga-se de passagem *assovios*), fiquei mais uns 2 minutinhos analisando as redondezas e guardando o máximo de rostos possível para futuras possíveis conversas ou pra já desagradar de uma vez de quem eu inevitavelmente viria a desagradar. Enchi o peito, desci o pequeno lance de escadas e, olhando aquele mar de gente, abri a porta e saí do Coluni, pronto pra me fuder.

Chego lá fora, a luz fere um pouco meus olhos (mentira) e dou alguns passos. Penso “ah, o povo deve ter esquecido do trote, não vai dar nada”. Vejo então um veterano sacar uma tesourinha de escola, bem comum e decepar o cabelo de um embrião que ousou ir ao trote de cabelo comprido. Até que ouço um grito que marcava o começo de um trote FUDIDO: “AÍ GALERA, OLHA O LUCAS THE NERD AQUI“. Pensei: FUDEO, CHAMPS

*CONTINUA NUM PRÓXIMO POST*

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